quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Nossa Senhora de Guadalupe

Hoje, comemoramos o Dia de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira da América Latina!
Esta devoção teve início num sábado, no ano de 1531, quando a Virgem Maria apareceu a um indígena recém-convertido que caminhava em um vilarejo rumo à cidade do México, a fim de participar da catequese, logo após a Santa Missa.
Durante este percurso, Nossa Senhora apareceu para o jovem chamado Juan Diego e faz-lhe um pedido: “Vá até o bispo e peça a ele que, neste lugar, seja construído um santuário para honra de Deus”. O jovem a obedeceu e foi até o bispo, o qual, por prudência, pediu-lhe um sinal.
Nossa Senhora disse ao indígena: “Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao bispo. Diga-lhe, em meu nome, que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua “tilma” (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita.
Juan Diego obedeceu e, ao se apresentar diante do bispo, fez como Nossa Senhora havia lhe pedido. Para a grande surpresa de todos, eles não viram somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe estampada, milagrosamente, no humilde mando do indígena.

No ano de 1754, o Papa Bento XIV declarou:“Nela, tudo é milagroso: uma imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros. Uma imagem estampada numa tela tão rala que, através dela, se pode enxergar o povo e a nave da Igreja. Deus não agiu assim com nenhuma outra nação”. Em 1875, no Pontificado de Leão XII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada “Padroeira de toda a América” pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.
A veneração à Virgem de Guadalupe, solícita ao prestar auxílio e proteção em todas as tribulações, desperta no povo grande confiança filial; constitui, além disso, um estímulo à prática da caridade cristã ao demonstrar a predileção de Maria pelos humildes e necessitados, bem como sua disposição em assistí-los.
Vamos rezar, juntos, a Oração à Nossa Senhora do Guadalupe, feita pelo Beato João Paulo II -  México, janeiro de 1979:
“Oh, Virgem Imaculada, Mãe do verdadeiro Deus e Mãe da Igreja! Tu, que desse lugar manifestas tua clemência e tua compaixão a todos que solicitam teu amparo, escuta a oração que, com filial confiança, te dirigimos e a apresente a teu Filho Jesus, nosso único Redentor.
Mãe de Misericórdia, Mestra do sacrifício escondido e silencioso, a ti, que vens ao encontro de nós pecadores, te consagramos, neste dia, todo nosso ser e todo nosso amor. Consagramos-te também nossa vida, nossos trabalhos, nossas alegrias, nossas enfermidades e nossas dores. Concede a paz, a justiça e a prosperidade a nossos povos. Tudo o que temos e somos colocamos sob teus cuidados, Senhora e Mãe nossa.
Queremos ser totalmente teus e percorrer contigo o caminho de plena fidelidade a Jesus Cristo em Tua Igreja. Não nos solte de Tua mão amorosa.
Virgem de Guadalupe, Mãe das Américas, pedimos-te por todos os bispos, para que conduzam os fiéis por caminhos de intensa vida cristã, de amor e de humilde serviço a Deus e às almas. Contempla esta imensa messe e intercede para que o Senhor infunda fome de santidade em todo o Povo de Deus e envie abundantes vocações sacerdotais e religiosas, fortes na fé e zelosos dispensadoras dos mistérios de Deus. Concede aos nossos lares a graça de amar e respeitar a vida que começa, com o mesmo amor com que concebeste em teu seio a vida do Filho de Deus. Virgem Santa Maria, Mãe do Formoso Amor, protege nossas famílias para que estejam sempre muito unidas, e abençoe a educação de nossos filhos. Esperança nossa, lança-nos um olhar compassivo ensina-nos a procurar, continuamente, a Jesus e, se cairmos, ajuda-nos a levantar, a nos voltarmos a Ele mediante a confissão de nossas culpas e pecados no sacramento da penitência, a qual traz serenidade à nossa alma.
Nós te suplicamos para que nos concedas um grande amor a todos os santos sacramentos, que são as pegadas de teu Filho na terra. Assim, Mãe Santíssima, com a paz de Deus na consciência, com nossos corações livres do mal e do ódio poderemos levar a todos a verdadeira alegria e a verdadeira paz, que vem de teu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, que com Deus Pai e com o Espírito Santo vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.”
Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Vivencie a Quaresma


Quaresma
O que é a Quaresma
O tempo quaresmal é o tempo litúrgico de conversão estabelecido pela Igreja para que nos preparemos para a grande festa da Páscoa. É tempo de nos arrependermos dos nossos pecados e de mudar algo em que precisamos ser melhores para viver mais próximos de Cristo. A Quaresma dura 40 dias; começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo desse período, sobretudo na liturgia do domingo, fazemos um esforço para recuperar o ritmo e o chamado de verdadeiros filhos de Deus. A cor litúrgica desse período é o roxo, que significa luto e penitência. É um período de reflexão, de penitência, de conversão espiritual em preparação para o mistério pascal. Na Quaresma, Cristo nos convida a mudar de vida. A Igreja nos convida a viver esse tempo como um caminho a Jesus Cristo, escutando a Palavra de Deus, orando, compartilhando com o próximo e praticando boas obras. Ela nos convida a viver atitudes cristãs a fim de que nos pareçamos mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos de Deus. Por isso, a Quaresma é o tempo especial do perdão e da reconciliação fraterna. A cada dia, durante a vida, devemos retirar de nosso coração o ódio, o rancor, a inveja, os zelos que se opõem ao nosso amor a Deus e aos irmãos. Nesse tempo, aprendemos a conhecer e a apreciar a cruz de Jesus. Com isso aprendemos também a tomar nossa cruz com alegria para alcançar a glória da ressurreição.
Duração da Quaresma
A duração do período quaresmal está baseada no símbolo que envolve o número quarenta na Bíblia, na qual são narrados os quarenta dias do dilúvio, os quarenta anos da peregrinação do povo judeu pelo deserto, os quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, os quarenta dias em que Jesus passou no deserto antes de começar Sua vida pública, os 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egito. Na Bíblia, o número quatro simboliza o universo material, seguido do número zero significa o tempo de nossa vida na terra, seguido de provações e dificuldades. A vivência da Quaresma data do século IV, quando esse tempo passa a ser dedicado, de forma especial, à penitência e à renovação para toda a Igreja, com a prática do jejum e da abstinência. Conservada com bastante vigor, ao menos em um princípio, nas Igrejas do Oriente, a prática penitencial desse período tem sido cada vez mais abrandado no Ocidente, mas deve-se observar um espírito penitencial e de conversão.
O Tempo da Quaresma
Um tempo com características próprias.
A Quaresma é o tempo que precede e nos prepara para a celebração da Páscoa. Período de escuta da Palavra de Deus e de conversão, de preparação e de memória do batismo, de reconciliação com Deus e com os irmãos, de vivência mais frequente e aprofundada das armas da penitência cristã: a oração, o jejum e a esmola (cf. Mt 6,1-6.16-18).
De maneira semelhante ao povo de Israel, que partiu durante quarenta anos pelo deserto para ingressar na Terra Prometida, a Igreja, o novo povo de Deus, prepara-se durante quarenta dias para celebrar a Páscoa do Senhor. Embora seja um tempo penitencial, não é um período triste e depressivo. Trata-se de uma época especial de purificação e de renovação da vida cristã para podermos participar com maior plenitude e gozo do mistério pascal do Senhor.
A Quaresma é um tempo privilegiado para intensificar o caminho da própria conversão. Esse caminho supõe que cooperemos com a graça divina para que o "homem velho", existente em nosso interior, morra gradativamente. De forma a rompermos com o pecado, que habita em nossos corações, e nos afastarmos de tudo aquilo que nos separa do plano de Deus, e por conseguinte, de nossa felicidade e realização pessoal.
A Quaresma é um dos quatro tempos fortes do ano litúrgico e isso deve ser refletido com intensidade em cada um dos detalhes de sua celebração. Quanto mais forem acentuadas suas particularidades, tanto mais intensamente poderemos viver toda sua riqueza espiritual.
Portanto, é preciso se esforçar, entre outras coisas, para entender e viver bem esse tempo:
- Para que se compreenda que, neste tempo, são distintos tanto o enfoque das leituras bíblicas (na Santa Missa praticamente não há leitura contínua), como os textos eucológicos (próprios e determinados quase sempre de modo obrigatório para cada uma das celebrações).
- Para que os cantos sejam totalmente distintos dos habituais e reflitam a espiritualidade penitencial, própria desse período.
- Por obter uma ambientação sóbria e austera, refletindo o caráter de penitência quaresmal.
Sentido da Quaresma
A primeira coisa a ser dita a respeito desse tempo litúrgico é que a finalidade da Quaresma é ser um tempo de preparação para a Páscoa. Por isso é definida “como caminho para a Páscoa”. Esse tempo não é um período fechado em si mesmo ou um tempo “forte” ou importante em si mesmo.
É, antes de tudo, um tempo de preparação para a Páscoa. O tempo quaresmal, como preparação para a Páscoa, se apoia em dois pilares: de um lado, a contemplação da Páscoa de Jesus; de outro, a participação pessoal na Páscoa do Senhor por intermédio da penitência e da celebração e da preparação dos sacramentos pascais –batismo, confirmação, reconciliação, Eucaristia-, com os quais incorporamos nossa vida à Páscoa do Senhor Jesus.
O ato de nos incorporarmos ao “mistério pascal” de Cristo supõe participar do mistério de Sua Morte e Ressurreição. Não esqueçamos que o batismo nos configura com a Morte e Ressurreição do Senhor. A Quaresma procura fazer com que essa dinâmica batismal (morte para a vida) seja vivida mais profundamente nesse tempo, para que o nosso pecado vá morrendo e sejamos ressuscitados com Cristo para a verdadeira vida, pois o Senhor nos assegura que se o grão de trigo morrer dará fruto.
A esses dois aspectos há que se acrescentar outro ponto mais eclesial: a Quaresma é tempo apropriado para cuidar da catequese e oração das crianças e jovens que se preparam para a confirmação e a primeira comunhão e para que toda a Igreja ore pela conversão dos pecadores.
Vivendo a Quaresma
Durante esse tempo especial de purificação e santificação, contamos com diversos meios propostos pela Igreja que nos ajudam a viver a dinâmica quaresmal.
Antes de tudo, a vida de oração é condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, quando o cristão inicia um diálogo íntimo com o Senhor, a graça divina penetra em seu coração e, a semelhança da Virgem Maria, se abra à ação do Espírito cooperando com ela com sua resposta livre e generosa (cf.Lc 1,38).
Como também devemos intensificar a escuta e a meditação atenta à Palavra de Deus, a assistência frequente ao sacramento da reconciliação e a Eucaristia, e mesmo a prática do jejum, segundo as possibilidades de cada um.
A mortificação e a renúncia nas circunstâncias ordinárias de nossa vida também constituem um meio concreto para viver o espírito de Quaresma. Não se trata tanto de criar ocasiões extraordinárias, mas de saber oferecer aquelas circunstâncias cotidianas que nos são incômodas, de aceitar com alegria os diferentes contratempos que nos são apresentados no dia a dia. Da mesma maneira, o saber renunciar a certas coisas nos ajuda a viver o desapego e o desprendimento. Dentre as diversas práticas quaresmais que a Igreja nos propõe, a vivência da caridade ocupa um lugar especial. Assim nos recorda São Leão Magno: "Estes dias de Quaresma nos convidam de maneira apremiante ao exercício da caridade; se desejamos chegar à Páscoa santificados em nosso ser, devemos por um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre multidão de pecados".
Esta vivência da caridade deve ser vivida de maneira especial com aqueles a quem temos mais próximos, no ambiente concreto em que nos movemos. Assim, vamos construindo no outro "o bem mais precioso e efetivo, que é o da coerência com a própria vocação cristã" (João Paulo II)
Como viver a Quaresma
1. Arrepender-se dos pecados e confessar-se
Pensar em que ofendi a Deus, Nosso Senhor, se me dói tê-Lo ofendido, se estou realmente arrependido. Este é um bom momento do ano para realizar uma confissão preparada e de coração. Revise os mandamentos de Deus e da Igreja para poder fazer uma boa confissão. Sirva-se de um livro para estruturar sua confissão. Busque tempo para realizá-la.
2. Lutar para mudar:
Analise sua conduta para conhecer em que está falhando. Faça propósitos para cumprir dia a dia e revise à noite se os alcançou. Lembre-se de não colocar muitos propósitos porque será muito difícil cumpri-los todos. Deve-se subir as escadas degrau por degrau, não se pode subi-la de uma só vez. Conheça qual é o seu defeito dominante e faça um plano para lutar contra ele. Seu plano deve ser realista, prático e concreto para poder cumpri-lo.
3. Fazer sacrifícios:
A palavra "sacrifício" vem do latim sacrum-facere e significa "fazer sagrado". Então, fazer um sacrifício é fazer alguma coisa sagrada, quer dizer, oferecê-la por amor a Deus, por amá-Lo, coisas que dão trabalho. Por exemplo, ser amável com um vizinho com quem você não simpatiza ou ajudar alguém em seu trabalho. A cada um de nós há algo que nos custa fazer na vida todos os dias. Se oferecemos isso a Deus por amor, estamo fazendo um sacrifício.
4. Oração:
Aproveite estes dias para rezar, para conversar com Deus, para dizer que O ama e que quer estar com Ele. Pode ser útil um bom livro de meditação para Quaresma. Você pode ler na Bíblia passagens relacionadas com esse período.
Jejum e abstinência
O jejum consiste em fazer uma só refeição completa ao dia. A abstinênica consiste em não comer carne. A Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa são dias de abstinência e jejum, que é obrigatória a partir dos quatorze anos e o jejum dos dezoito aos cinquenta e nove anos de idade.
O objetivo dessas práticas cristãs é fazer com que todo nosso ser (alma e corpo) participe de um ato por meio do qual reconheça a necessidade de fazer obras com as quais reparemos o dano causado com nossos pecados e para o bem da Igreja.
O jejum e a abstinênica podem ser trocados por outro sacrifício, dependendo do que ditem as Conferências Episcopais de cada país, pois elas têm autoridade para determinar as diversas formas de penitências cristãs.
Por que o jejum?
É necessário dar uma profunda resposta a esta pergunta, para que fique clara a relação entre o jejum e a conversão, isto é, a transformação espiritual que aproxima o homem de Deus.
O abster-se de comida e bebida tem com como fim introduzir na existência do homem não somente o equilíbrio necessário, mas também o desprendimento do que se poderia definir como "atitude consumística".Tendo em vista que o consumismo é uma das características mais marcantes da civilização ocidental. O homem, cada vez mais voltado para os bens materiais, muito frequentemente abusa deles. Essa civilização consumista faz uso dos bens materiais não somente para que estes lhe sirvam para o desenvolvimento de atividades criativas e úteis, mas cada vez mais para satisfazer-lhes os sentidos, a excitação que deriva deles, o prazer, uma multiplicação de sensações cada vez mais intensas.
O homem de hoje precisa abster-se de muitos meios de consumo, de estímulos, de satisfação dos sentidos para voltar a ser como Deus o criou. Jejuar significa abster-se de algo. O homem cresce e adquire autodomínio ao dizer a si mesmo: "Não".
Não é uma renúncia simplesmente; o objetivo dessa prática é o desenvolvimento mais equilibrado de si mesmo para a vivência mais aprofundada dos valores superiores e a conquista do autocontrole.
Exame de consciência
Precisamente por sermos pecadores, ficamos cegos diante de nossos pecados. Satanás quer nos fazer ver que não há mal no que fazemos. Então o coração se endurece, torna-se insensível às exigências do amor. Por isso é tão importante a conversão do coração.
"Por isso, como diz o Espírito Santo: "Se escutardes hoje MINHA voz, não endureceis o coração... Atenção irmãos! Que nenhum de vós tenhais um coração mau e incrédulo [...]" (Hb 3).
Deus é um Pai amoroso que nos faz ver o pecado para nos dar a graça do arrependimento e nos perdoar. Porque nos quer livres. No entanto, o demônio não quer que vejamos nosso pecado. Mas se procurarmos o caminho de Deus, o maligno tratará de nos acusar com nossos pecados para que desanimemos e voltemos atrás. Podemos discernir então a diferença. Deus mostra o pecado para libertar e perdoar; o demônio o esconde, mas quando o mostra é para que nos desesperemos e nos distanciemos de Senhor. Devemos rejeitar energicamente estes pensamentos e ir à confissão com toda confiança no perdão de Deus Pai. Deus SEMPRE nos perdoa quando há arrependimento.
É muito proveitoso fazer exame de consciência diário e também, com toda humildade, nos abrir a que pessoas próximas de nós nos corrijam. "Se examinássemos a nós mesmos, não seríamos condenados" (I Cor. 11, 31)
O exame se faz diante de Deus, escutando Sua voz na consciência.
Preparação para a confissão
Preparação remota: Educamo-nos na fé pelo estudo da Palavra de Deus, do Catecismo e demais obras e documentos da Igreja, assim como com a leitura e a imitação da vida dos santos, a vivência dos sacramentos, a participação na Santa Missa e o seguimento aos ensinamentos de Cristo.
Preparação imediata: Fazer o exame de consciência antes da confissão. Ir a um lugar tranquilo, preferivelmente diante do sacrário, para orar. Só Deus pode iluminar nossa realidade e nos dar os meios para responder à graça.
Contemplamos a vida de Jesus e Seu amor manifesto na cruz. "Contemplai ao que transpassaram" (cf. Jo 19,37). Como tenho respondido a tanto amor e a tantas graças? Examinamos nossa vida diante da lei de Deus. Por isso ajuda fazer um exame escrito que nos recorde o que esquecemos. Recordamos que não se trata de sugestões, Deus nos deu MANDAMENTOS. Quebrá-los é quebrar nossa aliança com Deus e cair em pecado.
Não se trata tão somente de enumerar pecados, mas sim de descobrir a atitude do coração e com dor por nossos pecados, FAZER O FIRME PROPÓSITO DE NÃO VOLTAR A COMETÊ-LOS.
Sempre há áreas nas quais somos mais fracos e requerem atenção especial, mas se compreendermos que Cristo - não a cultura - é o exemplo que debvemos seguir –, veremos que em tudo temos muito o que crescer.
A confissão só pode ser feita diante de um sacerdote.
Exame de conciência com base nas três rupturas
Examine-se - ajudado por estas perguntas - quais pecados você cometeu desde sua última confissão? Trate de não ficar no exterior, mas sim nas atitudes do coração e as omissões.
Ruptura com Deus: Amo verdadeiramente a Deus com todo meu coração ou vivo mais apegado às coisas materiais? Preocupei-me por renovar minha fé cristã com a ajuda da oração, da participação ativa e atenta da Santa Missa dominical, a leitura da Palavra de Deus, etc.? Guardo os domingos e dias de festa da Igreja? Cumpri com o preceito anual da confissão e a comunhão pascal? Tenho uma relação de confiança e amizade com Deus, ou cumpro somente com ritos externos? Professei sempre, com vigor e sem temores, minha fé em Deus? manifestei minha condição de cristão na vida pública e privada? Ofereço ao Senhor meus trabalhos e alegrias? Recorro a Ele constantemente, ou só O busco quando necessito d'Ele? Tenho reverência e amor para o nome de Deus ou O ofendo com blasfêmias, falsos juramentos ou usando Seu santo nome em vão?
Ruptura comigo mesmo: Sou soberbo e vaidoso? Considero-me superior a outros? Procuro aparentar algo que não sou para ser valorizado pelos outros? Aceito a mim mesmo ou vivo na mentira e no engano? Sou escravo de meus complexos? Que uso tenho feito do tempo e dos talentos que Deus me deu? Eu me esforço por superar os vícios e inclinações más como a preguiça, a avareza, a gula, a bebida, a droga? Caí na luxúria com palavras e pensamentos impuros, com desejos ou ações impuras? Realizei leituras ou assisti a espetáculos que reduzem a sexualidade a um mero objeto de prazer? Caí na masturbação ou a fornicação? Cometi adultério? Recorri a métodos artificiais para o controle da natalidade?
Ruptura com os irmãos e com a criação: Amo de coração o meu próximo como a mim mesmo e como o Senhor Jesus me pede que O ame? Em minha família colaboro em criar um clima de reconciliação com paciência e espírito de serviço? Tenho sido um filho obediente a meus pais, prestando-lhes respeito e ajuda em todo momento? Preocupo-se em educar na vida cristã meus filhos e de respirá-los em seu compromisso de vida com o Senhor Jesus? Abusei de meus irmãos mais fracos e indefesos, usando-os para meus interesses? Insultei meu próximo? Escandalizei-o gravemente com palavras ou com ações? Se me ofenderam, sei perdoar, ou guardo rancor e desejo de vingança? Compartilho meus bens e meu tempo com os mais pobres, ou sou egoísta e indiferente à dor de outros? Participo das obras de evangelização e promoção humana da Igreja? Eu me preocupo pelo bem e a prosperidade da comunidade humana em que vivo ou passo a vida preocupado tão somente comigo mesmo? Tenho cumprido com meus deveres cívicos? Pago meus tributos? Sou invejoso? Sou fofoqueiro e enganador? Difamei ou caluniei alguém? Violei segredos? Fiz julgamentos temerários sobre outros? Sou mentiroso? Causei algum dano físico ou moral a outros? Inimizei-me com ódios, ofensas ou brigas com meu próximo? Tenho sido violento? Procurei ou induzi alguém ao aborto? Tenho sido honesto em meu trabalho? Usei corretamente a criação ou abusei dela com fins egoístas? Roubei? Sou justo na relação com meus subordinados tratando-os como eu gostaria de ser tratado por eles? Participei do negócio ou consumo de drogas? Caí na fraude ou estelionato? Recebi dinheiro ilícito?

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Uma informação importante




Amigões, vocês com certeza lembram-se deste infeliz dia em que um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus chutou uma imagem da Nossa Senhora Aparecida. Há alguns anos atrás surgiu uma historia de que este pastor teria convertido-se atraves de um milagre realizado por Nossa Senhora Aparecida, eis que, está história voltou e está povoando as publicações dos Faces de vários católicos desinformados. Saibam que não é verdade, mais uma vez os religiosos sem escrupulos riem da ignorancia do nosso povo, pois tudo o que nos contam, nós acreditamos e passamos pra frente, por favor TLCistas, analisem as informações que dizem repeito a nossa Mãe Maria e nossa Mãe Igreja. Isso é muit importante para que nossa fé se foprtaleça ainda mais.

sábado, 24 de dezembro de 2011

Mensagem de Natal do Papa Bento XVI

Queridos irmãos e irmãs,

Tenho o prazer de acolhê-los nessa Audiência Geral a poucos dias da celebração do Natal do Senhor. A saudação frequente de todos nesses dias é “Feliz Natal! Boas festas!” Façamos isso de modo que, mesmo na sociedade atual, a troca de saudações não perca seu profundo valor religioso e a festa não seja absorvida por aspectos exteriores, que essas toquem mesmo o coração. Certamente, os sinais externos são lindos e importantes, desde que não nos desviem, mas devem nos ajudar a ver o Natal no seu sentido verdadeiro, aquele sagrado e cristão, de modo que também a nossa alegria não seja superficial, mas profunda.

Com a Liturgia Natalina, a Igreja nos apresenta o grande Mistério da Encarnação. O Natal, de fato, não é simplesmente o aniversário do nascimento de Jesus, é isso também, mas é mais que isso, é a celebração de um Mistério que marcou e continua a marcar a história do homem: o próprio Deus veio habitar em meio a nós (cfr Jo 1,14), se fez um de nós; um Mistério que afeta nossa fé e nossa existência; um Mistério que vivemos concretamente na Celebração Litúrgica, especialmente na Santa Missa.

Qualquer um poderia se perguntar: como é possível que eu viva agora este evento passado há tanto tempo? Como posso participar ativamente do nascimento do Filho de Deus que aconteceu mais de 2000 anos atrás?

Na Santa Missa da Noite de Natal repetimos, no Salmo Responsorial, estas palavras: “Hoje nasceu para nós o Salvador”. Esse advérbio de tempo “hoje” aparece mais vezes nas celebrações natalinas e se refere ao evento do nascimento de Jesus e à salvação que a Encarnação do Filho de Deus traz.

Na Liturgia, tal acontecimento ultrapassa os limites do espaço e do tempo e se torna atual, presente, o seu efeito é contínuo, mesmo com o passar dos dias, dos anos e dos séculos. Indicando que Jesus nasce “hoje”, a Liturgia não usa uma frase sem sentido, mas destaca que este Nascimento investe e permeia toda a história, permanece uma realidade, na qual, também hoje, podemos alcançar justamente na Liturgia. A nós que acreditamos, a celebração do Natal renova a certeza de que Deus está realmente presente em meio a nós, se fez carne e não está distante, é o próprio Pai que está junto a nós naquele Menino nascido em Belém, se aproximando do homem. Nós podemos encontrá-lo agora, num “hoje” que não acabou.

Gostaria de insistir neste ponto, porque o homem contemporâneo, aquele que é sensível, que experimenta empiricamente, faz sempre dificuldade para abrir o horizonte e entrar no mundo de Deus.

A redenção da humanidade vem num momento preciso e identificado na história: no evento de Jesus de Nazaré, mas Jesus é o Filho de Deus, é o próprio Deus que não somente falou ao homem, lhe mostrou sinais admiráveis e o guiou ao longo da história de salvação, mas se fez homem e permaneceu como homem. O Eterno entrou nos limites do tempo e do espaço, para tornar possível “hoje” o encontro com Ele.

Os textos litúrgicos natalinos nos ajudam a entender que os eventos da salvação operados por Cristo são sempre atuais, interessam a cada homem e a todos os homens.

Quando escutamos ou pronunciamos, na celebração litúrgica, que “hoje nasceu para nós o Salvador” não estamos usando um vaga expressão convencional, mas entendemos que Deus nos oferece “hoje”, agora, a mim, a cada um de nós, a possibilidade de reconhecê-lo e acolhê-lo, como fizeram os pastores em Belém, porque Ele nasceu também na nossa vida e a renova, a ilumina com a Sua graça, com a Sua presença.

O Natal, portanto, comemora o nascimento de Jesus em carne, a partir da Virgem Maria – e inúmeros textos litúrgicos fazem reviver aos nossos olhos este ou aquele episódio – é um evento de sucesso para nós.

O Papa São Leão Magno, falando sobre o sentido profundo da Festa de Natal, disse aos seus fiéis: “Alegremo-nos no Senhor, meus queridos, e abramos nossos corações para a mais pura alegria, porque o dia raiou para nós e isso significa a nova redenção, a antiga promessa, a felicidade eterna. Se renova para nós, realmente, o ciclo anual do alto mistério de nossa salvação, que, prometido no início e no final dos tempos, está destinado a não ter fim” (Sermo 22, In Nativitate Domini, 2,1: PL 54,193).

E São Leão Magno, em outra homilia natalina, afirmou: “Hoje, o autor do mundo foi gerado do ventre de uma virgem: aquele que fez todas as coisas se fez filho de uma mulher que ele mesmo criou. Hoje o Verbo de Deus apareceu revestido de carne e, enquanto jamais foi visível aos olhos humanos, se torna, além de visível, palpável. Hoje os pastores escutaram da voz dos anjos que nasceu o Salvador, na substância do nosso corpo e nossa alma” (Sermo 26, In Nativitate Domini, 6,1: PL 54,213).

Existe um segundo aspecto ao qual gostaria de sublinhar brevemente: o evento de Belém deve ser considerado à luz do Mistério Pascal: um e outro são parte de uma única obra de redenção de Cristo.

A Encarnação e o nascimento de Jesus nos convidam já a voltar o olhar em direção a Sua morte e a Sua ressurreição: o Natal e a Páscoa são do mesmo modo festa de redenção.

A Páscoa é celebrada como vitória sobre o pecado e sobre a morte: marca o momento final quando a glória do Homem Deus resplandece como luz do dia. O Natal celebra a entrada de Deus na história, fazendo-se homem para levar novamente o homem a Deus: marca, por assim dizer, o momento inicial, quando se pode ver a luz da aurora.

Assim como a aurora antecede a luz do dia, o Natal anuncia já a Cruz e a glória da Ressurreição. Também como os dois períodos do ano nos quais acontecem as duas grandes festas, ao menos em algumas partes do mundo, podem ajudar a compreender este aspecto.

De fato, enquanto a Páscoa acontece no início da primavera [no hemisfério norte], quando o sol vence as nuvens e densos nevoeiros e renova a face da terra, o Natal cai justamente no início do inverno, quando a luz e o calor do sol não conseguem acordar a natureza; às vezes faz muito frio e é preciso ficar em baixo das cobertas, mas a vida pulsa e começa de novo a vitória do sol e do calor.

Os Padres da Igreja ligavam sempre o nascimento de Cristo à luz de toda obra de redenção, que encontra seu ápice no Mistério Pascal. A Encarnação do Filho de Deus aparece não só como início e condição da salvação, mas como a própria presença do Mistério da nossa salvação: Deus se faz homem, nasce menino como nós, pega da nossa carne para vencer a morte e o pecado.

Dois textos significativos de São Basílio ilustram isso bem. São Basílio dizia aos fiéis: “Deus assume a carne justamente para destruir a morte escondida nela. Como os antídotos dos venenos uma vez ingeridos anulam seus efeitos, como a escuridão de uma casa se desfaz à luz do sol, assim a morte que dominava a natureza humana foi destruída pela presença de Deus. E como o gelo permanece sólido durante a noite, mas logo derrete ao calor do sol, assim a morte que reinou até a vinda de Cristo, graças ao aparecimento de Deus Salvador, o sol da justiça surgiu, “Tragada a morte na vitória” (1 Cor 15,54), não podendo coexistir com a Vida” (Homilia sobre o nascimento de Cristo 2: PG 31,1461).

E ainda, São Basílio, em outro texto, faz este convite: “Celebremos a salvação do mundo, o natal do gênero humano. Hoje foi apagada a culpa de Adão. Portanto, não podemos mais dizer “és pó e em pó te tornarás” (Gen 3,19), mas unido a Ele que veio do Céu, serás admitido no Céu” (Homilia sobre o nascimento de Cristo, 6: PG 31,1473).

No Natal nós encontramos a ternura e o amor de Deus que está acima de nossos limites, nossas fraquezas, nossos pecados e que se abaixa até nós. São Paulo afirma que Jesus Cristo “sendo ele de condição divina (…) esvaziou-se a si mesmo, tomando a condição de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Fl 2,6-7).

Olhamos a gruta de Belém: Deus se abaixa até o ponto de se deitar numa manjedoura, o que já é um prelúdio da hora da paixão. O cume da história de amor entre Deus e o homem acontece entre a manjedoura de Belém e o sepulcro de Jerusalém.

Queridos irmãos e irmãs, vivamos com alegria o Natal que se aproxima. Vivamos este evento maravilhoso: o Filho de Deus nasce ainda “hoje”, Deus está realmente próximo a cada um de nós e quer nos encontrar, quer nos levar a Ele. Ele é a verdadeira luz que remove e dissolve as trevas que envolvem nossa vida e a vida da humanidade. Vivamos o Natal do Senhor contemplando o caminho do amor imenso de Deus que nos eleva a Ele por meio do Mistério da Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de Seu Filho, pois – como afirma Santo Agostinho – “em [Cristo] a divindade do Unigênito participa da nossa mortalidade, a fim que nós possamos participar de Sua imortalidade” (Epistola 187,6,20: PL 33,839-840).

Sobretudo, contemplemos e vivamos este Mistério na celebração da Eucaristia, centro do Santo Natal; ali está presente de maneira real Jesus, verdadeiro Pão que desceu do Céu, verdadeiro Cordeiro sacrificado para nossa salvação.

Desejo a todos vocês e as vossas famílias uma celebração de Natal realmente cristã, de modo que também todas as felicitações deste dia sejam expressões da alegria por saber que Deus está próximo a nós e quer percorrer conosco o caminho da vida. Obrigado.

Natal Todo Dia

Natal todo dia

Natal é celebrar a decisão de Deus vir morar no meio de Seu povo
Uma das maiores festas celebradas em todo o mundo é o Natal. A data comemora o nascimento de Jesus Cristo, em Belém; fato que marcou a linha do tempo com um antes e um depois. Essa festa tornou-se tradição, inspirou artistas e espalhou-se pelo mundo inteiro.

A natividade tornou-se fonte de inspiração para artistas clássicos como Michelangelo e Caravaggio, motivou São Francisco de Assis a montar o primeiro presépio vivo do mundo, contagiou escultores anônimos a prepararem presépios dos mais variados tipos e, na música, são inúmeras as canções natalinas como “Oh Holy Night”, “White Christmas” e, claro, “Noite Feliz”. No início dos anos 70, John Lennon compôs “Merry Christmas, The War is Over”, para celebrar o fim da guerra no Vietnã; até hoje a canção está presente nas comemorações natalinas.

Na atualidade, o Natal movimenta a economia, reúne famílias e amigos e desperta sentimentos nobres como a esperança, a caridade, a fé. Poetas chegam a sonhar com a possibilidade de ser Natal todo dia. Nessa data, as pessoas são capazes de promover mais momentos de alegria, abrem-se para dar e receber perdão, ficam mais sensíveis em relação aos menos favorecidos.

Recente estudo realizado pelo Centro Pew de Pesquisa, dos Estados Unidos, revelou que os cristãos representam um terço da população mundial. Isso demonstra que as tradições cristãs são capazes de atingir todas as culturas, e isso é visível nesse período natalino. Não há quem não se envolva com as luzes, o brilho, a emoção, a paz que essa festa cristã irradia.

Natal é celebrar a decisão de Deus vir morar no meio de Seu povo. O nascimento do Menino Deus aconteceu durante a “Pax Romana” (um período longo de paz e segurança no Império Romano) e demonstra que Ele é maior que os simples acordos pacifistas formalizados por líderes mundiais. Jesus é a Paz. Em Belém, Cristo assumiu nossa humanidade e quis tornar-se um de nós. Todos os dias centenas de peregrinos fazem memória do Natal naquela região da Palestina. Lá, Santas Missas são celebradas em todas as línguas e todos os dias é possível ouvir “Feliz Natal” porque Jesus continua a nascer no coração de quem se faz pequeno e acolhe a salvação.